quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Três semanas de agonia, uma de dor.

O dia de hoje marca uma semana desde que passei por um dos piores da minha vida. De um dos dias que eu mais sofri, mais questionei, mais duvidei, mais me indignei com a forma que as coisas são. Hoje se completa sete dias que uma grande amiga nos deixou. A vida é um ciclo, é claro. Mas a gente espera que esse espaço entre o nascer e o morrer seja um pouquinho mais longo, principalmente pra pessoas tão doces como ela, pessoas que mereciam muito mais ter quantas chances fosse necessário pra continuar a brilhar aqui na Terra. Aquele brilho que você reconhecia de longe, pela facilidade que ela cativava qualquer um, pelo bom humor, por sempre ser o centro das atenções nas risadas escandalosas no meio do silêncio da sala ou tropeçar na bolsa de alguém no meio da aula, por ser sempre aquela que ria da piada mais tosca possível, que dançava ao som de qualquer coisa e talvez, principalmente, por ter uma capacidade incrível de colocar um sorriso no rosto dos outros de uma maneira tão fácil quanto ela mesma sorria. Por ser, enfim, aquele coadjuvante que era mais querido que o ator principal, por todos. Ela ter nos deixado foi uma injustiça imensurável, e como disse Woody Allen, "deus não existe e, se existe, não é muito confiável". Ou talvez, também, nós só estejamos sendo egoístas demais. É bem possível que ela esteja em um lugar muito melhor agora, muito melhor do que aqui com a gente - e isso seria muito justo, sim. Ela mereceu por ter lutado tanto pela vida. Talvez, também, ela tenha sido um anjo que resolveu passar pelas nossas vidas pra ensinar a todos nós que nos piores momentos possíveis a união nos deixa mais fortes, mesmo que o motivo fosse a ausência dela. E enquanto presente, ela nos ensinou a força que um sorriso tinha pra cativar alguém. É... Talvez a missão dela tenha sido cumprida. Eu só espero, como eu disse na última mensagem que enviei, que de onde estiver, ela nos mande muita força pra suportar isso, porque superar eu nunca vou ser capaz.
Muitos dizem que os bons morrem cedo, e eu descobri a verdade da maneira mais forte e mais triste possível.

A família 114 te ama e a saudade vai ser eterna, Jami.
Cya.

É...

"Fools - said I - you do not know
Silence is like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you"
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence." - Disturbed.

Cya.

sábado, 5 de dezembro de 2015

"De pés descalços cabresteando mágoas."

Há algumas semanas eu ouço essa frase na voz do Humberto. E acho que nada definiria a minha trajetória emocional nesses 22 anos de vida melhor do que essa frase. Acho inclusive que ela é quase melhor do que a frase que "me define" aqui no blog. Não acho isso saudável, mas essa frase abre um ponto reflexivo imenso na minha cabeça, me faz enxergar a vida e as coisas de uma maneira diferente - pra pior. Porque sim, no mundo nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma... Pra pior.

Cya.

Fim de hiato.

Como justificativas são necessárias, eu acho que eu senti uma necessidade de passar alguns dias tentando enxergar o lado bom nas coisas sem tentar formar opiniões complexas. Adiantou? Nem um pouco, toda a melancolia que ebulia dentro de mim quis jorrar, por onde desse pra sair. E essa é a postagem que encerra esse hiato curto no ponto de vista cronológico, porém ele é significativamente longo pra mim. Eu não fico sem escrever, não. Eu só não posto, embora continue escrevendo e salvando tudo em ".txt" aqui antes de postar. E tem texto pra caralho, nem metade vem pro blog porque eles conseguem ser piores dos que os que vem - acreditem. Mas o blog me faz falta, uma falta imensa. Porque não basta só escrever, ou só compartilhar um texto, uma frase, uma música. Parece que eu ainda to guardando todos aqueles sentimentos implícitos nessas palavras, que tudo saiu da cabeça pro "papel", mas não me deu aquele alívio peculiar de ter externado essas idéias. É como se eu estivesse guardando o lixo no quintal e não entregando ao lixeiro.

Se fizesse sentido, não teria graça. Cya.