domingo, 29 de novembro de 2015

Esclarecimentos.

O blog vai entrar em um hiato por tempo indeterminado. Talvez seja longo, talvez curto. Tá fora do meu alcance determinar isso, mas eu espero sinceramente não demorar pra voltar. Agradeço a compreensão desde já!

Cya.

The Wicked Witch.

"Everything she is asking for
It all belongs to her
Now she's gone into nothingness
There she waits

Still I can hear her singing in the room
In the room I know she's gone
I've thought "She'll never fail,
All magic will be gone
The day she'll melt away"

This is the end of all the miracles
Still I hear her singing in the dark
Truth has changed, her voice it stays the same
Farewell to you yellow brick road
Still I hear her singing in the dark
While time goes on her voice will fade away." - Demons and Wizards.

Cya.

sábado, 28 de novembro de 2015

Sobre a vida.

Eu sempre me esforço ao meu máximo pra ser positivo, pra ser otimista. Eu juro que sim, por mais que quando você acha que deu seu máximo, você realmente não deu. E aí você acaba se sentindo pior ainda, fraco por talvez ter se iludido, talvez nem tentado o suficiente, por ter perdido mais uma batalha, enfim. E eu já disse várias vezes aqui que a sua força não tá na capacidade de apanhar sem cair, mas na habilidade de levantar todas as vezes depois de cair. A problemática se torna tonante quando, no meio de alguns dos meus devaneios, eu cheguei a pensar que talvez a vida não te dê rasteiras. Não... Afinal isso é muito simples pra ser digno de um sustentáculo tão imenso e complexo como é esse teatro de deus(es). Pra esse período de misteriosa duração que não nos cabe contestar começos e finais, e sim o que fazer no tempo intermediário entre esses dois pontos. O que eu acho que a vida faz - de forma metafórica, claro - é ora ou outra esperar você viver um tempo, construir ambições, mesmo que simples e frágeis, que você trataria como filhas. Então, subitamente, personificar-se em uma gangue de homens maus, te sequestrar, te levar pra um quarto escuro e úmido, te espancar até suas forças se esvaírem, te jogar de joelhos, amarrado com os braços pra trás, te amordaçar e estuprar suas filhas na sua frente, depois matá-las. É isso o que eu acho que a vida faz. Parece ácido, mas é pertinente, como eu já disse outras vezes. E como eu também sempre digo - sim, tô repetitivo -, deus é um cara com um senso de humor muito macabro. É isso o que eu acho que a vida faz.

Cya.

"I'm gonna let it go."

'Don't want to lock me up inside
Don't want to forget how it feels without
I want to stay in love with my sorrow
Oh, but, God, I want to let it go
Don't want to let it lay me down this time
Drown my will to fly
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go, let me go." - Evanescence.

Cya.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A realidade.

"Sempre que à medida que fores crescendo tiveres vontade de converter as coisas erradas em coisas certas, lembra-te que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer." - Susanna Tamaro.

Cya.

domingo, 22 de novembro de 2015

Sinto muito blues.

"Quem sabe ainda sou criança
Ou já estou velho e não sei
Quem sabe eu já entrei na dança
Quem sabe eu não dancei

Disseram que eu não sei de nada
E sabem tudo que eu não sei
Quem sabe a hora está errada
Ou há horas já errei

Talvez eu deixe você escolher
Enquanto eu tô perdido por aqui
Às vezes quero tudo que sonhei
Às vezes o que eu quero é desistir

Pedaços de papel rasgado
Em cima da mesa de um bar
Não fume, não beba, não viva
Não pense em sonhar

Pedaços do meu coração partido
Em frente a uma carta de amor
Não chore, não ligue, não volte
Não ouse me amar

Milhas e milhas tentei percorrer
Por milhas eu não soube aonde ir
Às vezes não espero encontrar
Talvez um dia eu te encontre por aí." - Esteban.

Cya.

Piloto automático.

"Eu nunca fiz questão de estar aqui
Muito menos participar
E ainda acho que o meu cotidiano
Vai me largar

Um dia eu vou morrer
Um dia eu chego lá
E eu sei que o piloto automático
Vai me levar

Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer
Fácil de falar, difícil fazer

Quase toda vez que eu vou dormir
Não consigo relaxar
Até parece que meus travesseiros pesam
Uma tonelada

Eu nunca fiz questão de existir
Não queria incomodar
Um dia eu acho um jeito de aparecer
E você notar." - Supercombo.

Sobre.

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração." - Fernando Pessoa.

Cya.

sábado, 21 de novembro de 2015

Verdades incontestáveis.

"Quando você nasce em um mundo onde você não se encaixa, é porque você nasceu pra ajudar a criar um novo mundo."

Cya.

"Through the eye of the storm."

"If I could find assurance
To leave you behind
I know my better half would fade
And all my doubts
Is a staircase for you
Opened up this maze
The first step is the one you believe in
The second one might be profound." - Shinedown.

Cya.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ausência.

"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada." - Vinícius de Moraes.

Cya.

O que se repete, o que se espera.

"A poeira dos livros continua lá. O mesmo vento entra pela janela deixando transpassar todo aquele brilho rubro do fim da tarde. São nessas horas que os olhares opacos fitam o vazio do céu em busca de respostas. Em meio aos fantasmas de vime que vagam na sombra do olhar, tudo o que tentam buscar são respostas. Motivos, talvez. Quiçá explicações. Os braços já não são mais tão fortes para abraçá-las. Mais perguntas são o que acabam sendo enlaçadas. A poeira nos olhos, a história dos livros que satisfazem a alma e a brisa quente que toca o rosto. Tudo familiar demais, assustador. Fantasmas que entoam nomes que eu já conheço, máscaras de cera que insistem em perdurar. Nunca têm muito a dizer, mas insistem em me pedir pra ficar."

Cya.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Utilidade pública!

Ansiedade e depressão em quadrinhos, pelo artista Nick Seluk, que foi compartilhado no site do "Equilíbrio em Vida". Vale muito dar uma checada clicando AQUI.

Valeu! Cya!

O ocaso da vida.

Eu passei boa parte da minha vida perseguindo e criticando certas doutrinas ensaiadas. Nem sempre pra procurar respostas ou verdades, certas vezes era só pra ser chato. De uns tempos pra cá eu me tornei menos idiota, preferi observar as outras pessoas se afirmando, se contradizendo ou desafiando os outros  de lá dos bastidores ou de uma suposta platéia. Mas óbvio que nada seria tão simples, e eu acabei chegando à certas conclusões, como por exemplo a de que quanto mais você se afasta de ser idiota em um ponto, você sempre acaba sendo mais idiota em outro. Funciona meio que como uma gangorra que nunca tá equilibrada, a vaca nunca fica em cima do muro. E nessa corrente de descobertas, cheguei também á conclusão de que essa chatice nunca sai de você, afinal hoje em dia eu me pego discordando, duvidando e me indagando sobre as filosofias que eu mesmo acredito, afirmo e defendo feito um idiota. Pra concluir esse caminho, acabei concluindo que tanto as tais "minhas filosofias" quanto as obras ensaiadas das doutrinas dos outros são só discursos bonitos. Sempre só discursos bonitos. Pessoas matando-se e matando umas às outras em busca de motivos e razões para existirmos, pra onde vamos e de onde viemos, ensaiando coros de positividade e otimismo - inclusive os próprios que eu prego -, enquanto talvez nós só sejamos animais totalmente inúteis - pra não dizer nocivos - à nossa querida natureza e que tentamos ocupar esse buraco de seres patéticos com preenchimento de ego e desculpas espirituais.

Antes do casual "cya" de todo final, me permito um post scriptum rápido: Eu ando meio negativo, sem esperança nas coisas e nas pessoas, mas é tudo fase - eu acho. A positividade e otimismo práticos - dos quais eu gosto bastante - já devem estar pra voltar - eu acho. Mas eu gosto de externar essas reflexões imbecis, é bom pra futuras consultas, um manual de "como não voltar a ser/pensar". A vida é um ciclo, e não é especulação, isso é um fato.

Abraços fraternais e calorosos. Cya!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Manifesto.

"A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz

A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo

E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
E os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais

Todos os ditadores e sub-celebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo
É só um ponto azul no céu

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir, nem sucumbir a toda essa pressão?

(...) Só existe uma maneira de se viver pra sempre, irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo?
Ao caminhar na contramão disso
A gente caminha pra nossa própria destruição." - Fresno, Lenine, Emicida.

Cya.

sábado, 14 de novembro de 2015

Reflexões baratas.

"Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: todos estão convencidos de que a tem de sobra." - René Descartes.

Cya.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A Dança / Soneto XVII.

"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho." - Pablo Neruda.

Fantástico esse senhor Neruda. Cya.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"And it makes me wonder."

"And as we wind on down the road
Our shadows taller than our souls
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold
And if you listen very hard
The tune will come to you, at last
When all are one and one is all, yeah
To be a rock and not to roll." - Led Zeppelin.

Cya.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

And I knew it wasn't me.

"Sometimes I feel like a clown
Who can't wash off his make-up
All she wanted it was gone
Prince Charming I wasn't
But I would trade a thousand Babylons
To be in her arms tomorrow
But like tide her love has come and gone
And it's time for me to go." - ZBB.

Cya.

O que rodeia o sol.

"Felizes
De uma maneira geral, geral
Estamos vivos
Aqui agora brilhando como um cristal
Somos luzes
Que faíscam no caos
E vozes
Abrindo um grande canal

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão
Mas sempre rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão." - O Rappa.

Cya.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"And all the people say."

"And I'm just a student of the game that they taught me
Rockin' every stage in every place that it brought me
I'm awfully underrated but came here to correct it
And so it ain't mistaken I'ma state it for the record
I am the opposite of wack
Opposite of weak, opposite of slack
Synonym of heat, synonym of crack
Closest to a peak
Far from a punk
Ya'll ought to stop talking
Start trying to catch up, motherfucker." - Linkin Park.

Cya.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pode ser que sim.

Hoje eu li em algum lugar que a dor da alma é muito maior que a dor do corpo. A frase era a premissa pra um texto que vinha em seguida, desses de motivação, imagino eu. No momento, o conteúdo tava fora do meu alcance, infelizmente. Acabei ficando sem resposta e essa afirmação acompanhou o meu dia, me perturbou a insistência em que eu me mantinha tentando entender os porquês. Pras feridas físicas há um tempo de recuperação, de cura. Talvez as cicatrizes que carregamos na pele sejam mais simples porque são visíveis aos olhos dos outros. As da alma só cabe a quem as carrega saber como são, então. O processo de cura é algo pessoal e particular demais. Mas será que é tão difícil? Pode ser "sim". Ou talvez a resposta seja "talvez". Já dizia Clarice que "um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso e fui". Talvez mesmo sem ver e sem saber, são as pessoas que se preocupam e se importam com a gente que nos inspiram a enfrentar nossos próprios demônios. Elas podem não conseguir carregar nosso sofrimento, mas podem nos carregar, em vez disso. É impossível viver sozinho, e é bem possível que aí exista a cura pra dor da alma. É... Pode ser que sim.

Muitos "talvez" são fruto de muito tempo pra pensar. Cya!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Let's just breathe.

"Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me bleed
Stay with me
You're all I see." - Pearl Jam.

Cya.